A Boa Notícia, por Paulo Coelho

O tenista argentino Robert de Vincenzo, depois de haver vencido um importante torneio, dirigiu-se ao estacionamento para pegar seu carro. Nesse momento, uma mulher se aproximou; depois de cumprimentá-lo pela vitória, contou que seu filho estava às portas da morte, e que não tinha dinheiro para pagar o hospital.

De Vincenzo deu-lhe, imediatamente, parte do dinheiro do prêmio que havia ganho naquela tarde.

Uma semana depois, num almoço no Professional Golf Association, contou a história a alguns amigos. Um deles perguntou se a mulher era loura, com uma pequena cicatriz embaixo do olho esquerdo. De Vincenzo concordou.

“Você foi trapaceado”, disse o amigo. “Esta mulher é uma vigarista, e vive contando a mesma história a todos os tenistas estrangeiros que aparecem por aqui”.

“Então não existe nenhuma criança as portas da morte?”

“Não”.

“Bem, esta foi a melhor notícia que recebi esta semana!”, foi o comentário do tenista.

Para você, por Neale Donald Walsch

Neste dia de sua vida, querido amigo, eu acredito que Deus queira que você saiba…

….que a maneira mais rápida de aprender algo é ensinando algo.

Não espere, portanto, até que você “saiba tudo sobre algo” ou tenha mestria ou domínio sobre o que você deseja compartilhar antes de começar a compartilhar algo.

O universo precisa mais do que você precisa aprender. Então ensine. Compartilhe. Auxilie outros. E não se preocupe sobre “o que você não sabe”. Se preocupe com “o que você não faz”. Porque você está nos privando enquanto está esperando para se tornar um “expert”.

Com amor, seu amigo….

Neale

Neale Donald Walsch é um dos professores de O Segredo e autor de Conversando com Deus, a série de livros que teve seis títulos na lista dos mais vendidos do New York Times. Sua vida e seu trabalho ajudaram a criar uma renascença espiritual por todo o mundo. Sua obra foi traduzida para 37 línguas e lida por milhões de pessoas. Desde a publicação de seu primeiro livro, que ficou na lista do New York Times por mais de dois anos e meio, Walsch percorreu os continentes para levar a mensagem inspiradora e encorajadora de Conversando com Deus.

O que Plantamos, Colhemos – Por Paulo Coelho

O pessimismo contagia. O derrotismo contagia. A desesperança contagia.

As pessoas que tem sensibilidade suficiente para enxergar auras (vibrações energéticas que envolvem os seres vivos), percebem que – antes da doença física penetrar no corpo, parte da energia vital é drenada pelo cérebro aflito e preocupado. Tudo aquilo que colocarmos no dia de hoje, nos será devolvido de alguma maneira – num ciclo muito semelhante aquele que vemos na natureza.

“O que plantamos, colhemos”, diziam nossas avós.

Elas nunca escutaram palavras como ecologia. Mas nesta simples frase – “o que plantamos, colhemos” – está parte da sabedoria que o universo nos ensina.

Cada momento de nossa realidade é diretamente influenciado pela nossa maneira de achar como uma “realidade” deve ser.

Romaria, por Renato Teixeira

É de sonho e de pó, o destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó, de gibeira o jiló,
Dessa vida cumprida a sol

Sou caipira, Pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

O meu pai foi peão, minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
Em busca de aventuras
Descasei, joguei, investi, desisti
Se há sorte eu não sei, nunca vi

Sou caipira, Pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

Me disseram porém que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar

Sou caipira, Pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

Mês de Maio, por Almir Sater e Paulo Simões

Azul do céu brilhou
E o mês de maio, enfim chegou
Olhos vão se abrir, pra tanta cor
É mês de maio, a vida tem seu esplendor
A luz do sol entrou
Pela janela e convidou
Pra tarde tão bela, e sem calor
É mês de maio, saio e vou ver o sol se pôr
Horizonte, de aquarela, que ninguém jamais pintou
E um enxame, de estrelas, diz que o dia terminou

Noite nem se firmou
E a lua cheia, já clareou
Sombras podem vir, façam favor
É mês de maio, é tempo de ser sonhador

Quem não se enamorou
No mês de maio, bem que tentou
E quem não tiver, ainda amor
Dos solitários, o mês de maio é o protetor

Boa terra, velha esfera, que nos leva aonde for
Pro futuro, quem nos dera, que te dessem mais valor

É Preciso Saber Viver, por Roberto e Erasmo Carlos

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver, saber viver!

Epitáfio, por Titãs (Composição de Sérgio Britto)

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer…

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor…

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr…

Luz da Paz, por José Augusto e Evaldo Santos

Eu queria escrever a manchete de um grande jornal
Pra falar as verdades antigas que alguém já ensinou
Tanta gente que tenta encontrar o caminho e seguir
E outros tantos que escutam sem ter os ouvidos de ouvir

É preciso saber dividir o que temos de sobra
Muitas vezes o pouco pra nós é o banquete de alguns
Aprender que a inveja não faz parte do coração
E que a alma se enche de luz quando se parte o pão

Abre o coração e deixa entrar a luz da paz
Todo o amor que vem de volta é o bem que a gente faz
Usa a força do teu pensamento, faz da fé teu novo mandamento
E descobre essa vontade nova dentro de você

As palavras mais simples conseguem mudar os sentimentos
Ou às vezes a vida num susto nos faz aprender
Tanta gente sorrindo por fora ferida por dentro
Quanta gente que enxerga e não sabe ter olhos de ver

Abre o coração e deixa entrar a luz da paz
Todo o amor que vem de volta é o bem que a gente faz
Usa a força do teu pensamento, faz da fé teu novo mandamento
E descobre essa vontade nova dentro de você

Da Lama

As pessoas repararam que o rabino Shelomo vivia agora passeando pelos lugares de péssima fama. Os fiéis começaram a pensar que havia abandonado de vez a busca espiritual, e agora só desejava divertimento.

As conversas circularam, e ninguém mais ia a sinagoga. Então, um rapaz resolveu advertir o rabino: “o senhor freqüenta lugares suspeitos, e as pessoas não gostam disto”.

O rabino respondeu: “Se você quer tirar um homem da lama, não basta estender a mão de longe, porque os braços são curtos demais. A única solução é também entrar na lama, segurá-lo com firmeza, e puxá-lo para fora. É isto que estou fazendo, e minha tarefa é mais importante que a hipocrisia dos falsos devotos”.

Reconstruindo o Mundo

O pai estava tentando ler o jornal, mas o filho pequeno não parava de perturbá-lo. Já cansado com aquilo, arrancou uma folha – que mostrava o mapa do mundo – cortou-a em vários pedaços, e entregou-a ao filho.

“Pronto, aí tem algo para você fazer. Eu acabo de lhe dar um mapa do mundo, e quero ver se você consegue montá-lo exatamente como é”.

Voltou a ler seu jornal, sabendo que aquilo ia manter o menino ocupado pelo resto do dia.

Quinze minutos depois, porém, o garoto voltou com o mapa.

“Sua mãe andou lhe ensinando geografia?”, perguntou o pai, aturdido.

“Nem sei o que é isso”, respondeu o menino. “Acontece que, do outro lado da folha, estava o retrato de um homem. E, uma vez que eu consegui reconstruir o homem, eu também reconstruí o mundo”.

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